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 Filhos de Zeus - Fev - Já avaliados

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Travis Cooper Smith
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MensagemAssunto: Re: Filhos de Zeus - Fev - Já avaliados   Qui 24 Jan 2013, 14:28



Teste para filho de Zeus ♛
Filhos de Zeus: Janeiro



♦ TESTE ♦



1- História do personagem:



15 de Outubro de 1996. Era uma noite chuvosa e fria. A chuva caía fortemente sobre as ruas e casas de Londres, trazendo doenças e estado de calamidade as casas, e naturalmente, as pessoas. No hospital St. James, um dos poucos do subúrbio da cidade, tudo era um caos. As pessoas batalhavam para conseguir um lugar para passar a noite, não se importando até mesmo com doentes e pessoas debilitadas. Na ala da maternidade, gritos eram ouvidos dos recém-nascidos, que foram dignos de nascer naquele tempo. Da maior catástrofe natural dos últimos tempos no Reino Unido. Dentre os bebês, um chamava a atenção dos médicos. Um que estava enrolado em um manto azul forte, cujo pai fugira, segundo os médicos, antes do parto. Essa criança dormia tranquila. Não estava agitada. Parecia curtir o momento. Tudo estava bem para ela. Ops, ela não. Ele. Travis Cooper Smith. A criança que mudaria o mundo.




Marie Cooper Smith, a mãe de Travis, não aceitava esse sumiço repentino do seu esposo. Eles haviam se conhecido em uma viagem que ela tinha feito para a América do Norte, dentro de um avião. Ela não sabia nada sobre o lugar, e ele, cavalheiro, fez questão de ensinar algumas coisas sobre os EUA, incluindo cidades e hotéis. Assim, após essa conversa, viraram grandes amigos, fazendo quase tudo juntos. A cada dia, um novo sentimento começava a ser visto entre eles. O amor. Demoraram muito para renderem-se a paixão, pois ela tinha receios sobre ele. Mas, conseguiram passar pelos desafios, e ficaram juntos por um tempo. Então, um novo problema. A distância. Marie tinha que voltar a Londres para cuidar de seu restaurante, e ele deveria se ocupar com sua empresa, que ele chamava de 'Storm'. Mesmo assim, Rob, como ela o chamava, sempre dava um jeito de visitá-la em sua cidade natal. Estavam cheios de amor, e a gravidez não foi uma surpresa. Marie sempre notava que Rob sempre tinha uma coisa o incomodando com essa gravidez, mas ele sempre desconversava. Talvez tinha uma outra família nos EUA, mas ele não tinha cara de pai de família, mas sim de aventureiro. Nada explicava a sua fuga do hospital antes do parto, e nem do pano azul que ele havia deixado para Travis. Nada.






Travis cresceu naturalmente bem, apesar de seus problemas de aprendizagem, como o seu déficit de atenção, sendo uma criança raríssima por ter tais problemas, não sendo muito comum em Londres. Estudou em boas escolas, mas não tinha notas altas. Teve uma infância feliz, por parte da família de sua mãe, que era de classe média alta, o que dava a ele conforto, uma casa de luxo e comida farta. Ganhava sempre brinquedos, especialmente aviões, que ele mais gostava. Gostava também de ver o céu a noite, e sempre sonhou em voar, ser piloto. A cada dia, ele crescia mais e mais, e o tempo passava depressa. Quando perguntava quem era seu pai a Marie, ela sempre desconversava. Aquilo era muito estranho para ele, mas ela também sofria muito ao lembrar do seu 'Rob'. Ela tinha certeza de que, um dia, ele conhecesse seu pai, e que fosse morar com ele nos EUA, se tudo o que ele contava fosse verdade. As empresas 'Storm', procuradas por ela, nunca existiram. Ela tinha medo de que talvez ele nunca tivesse existido, como suas tais empresas.





O menino também não tinha nenhum amigo. Era sempre isolado das outras crianças, difícil de puxar conversa. Ás vezes, falava sozinho com seu amigo imaginário, que ele chamava de 'Rob', igual a sua mãe. O seu 'Rob' era já adulto, com cabelos castanhos e olhos claros, bonito e alto como ele. Contava tudo a seu amigo, tudo o que acontecia com ele e sua família. Travis ainda não sabia que aquilo era real. Que seu pai estava diante dele, conversando. Nem Marie iria acreditar no que ele era, realmente.




Então, na oitava série, Travis, com 14 anos, foi morar com seu tio nos EUA, a pedido de sua mãe. Foi extremamente difícil tirá-lo de Londres, afinal, sua família estava ali. Todas as pessoas que ele conhecia estavam ali. Andreas, seu tio, era empresário, e foi convidado a morar na América do Norte para questões de negócios. Eles se instalaram em um apartamento no Upper East Side, em Nova York. Lá viviam, e ele frequentava uma escola para jovens especiais ali perto. Conheceu várias pessoas que eram importantes lá, como Jonh e Valerie, seus melhores amigos, que eram como ele. 'Especiais'. Tinham os mesmos problemas que ele, mas eram mais inteligentes e espertos. Os três viviam fazendo confusões, e sempre paravam na direção. O diretor, Huff Williams, não aguentava mais eles naquele escola. Sempre eram eles que faziam tudo. Os culpados para tudo. Numa das idas ao local, uma mulher, que se dizia mãe de um dos alunos, aparentemente meio louca, os trancou em uma sala, e os ameaçou com uma faca. Se não fosse Huff entrar rapidamente no local, os três já estariam mortos. Ele explicou algumas coisas sobre Mitologia, e falava que aquilo tudo era real. Que eles eram semideuses. Aquilo não entrou na cabeça dos três, primeiramente. Só depois que eles começaram a entender, mesmo aquilo sendo estranho. Ok, eles eram filhos de deuses antigos. Deuses gregos, especificamente. Tinham poderes, e os seus problemas eram em consequência disto. Tinham que ser mandados para um acampamento, onde estariam seguros de perigos como o da 'mãe' que tentou os matar. Lá aprenderiam como se defender e viver no mundo. O Acampamento Meio-Sangue.





Travis ficou totalmente confuso com todas aquelas informações. Seu pai era um Deus grego, pois sua mãe era muito humana para ser uma deusa. Quem era ele? Apolo? Hefesto? Hermes? Tinha aprendido um pouco sobre isso. Alguns deuses e figuras mitológicas, das quais ele havia visto na sexta série, realmente existiam. Medo.




Quando viu, já fora levado para o tal acampamento, que ficava em Long Island. Lá, foram recebidos por um centauro, o professor do acampamento. Viram de tudo. Gente iguais a eles, pégasos, centauros, harpias, touros verdes, etc. Estavam literalmente em um conto de fadas. Ali descobririam quem era realmente seus pais. Só esperavam, naquele momento, sair vivos dali, pois, certamente, enfrentariam perigos que jamais imaginaram enfrentar. Logo, foram instalados no Chalé de Hermes, onde todos os indefinidos ficavam. Travis lembrou que não havia se comunicado nem com sua mãe e nem com Andreas, e que eles estariam muito preocupados e irritados com Huff naquele momento. E pior, que ele era um semideus. E que o diretor da escola era metade humano e metade bode.






2- Continue a narrativa a partir da frase a seguir:



'Quem diria que esse negócio de mitologia era realmente real?', pensava Travis. Realmente existia tudo. Tudo mesmo. Aquilo que se lia nos livros, que se via nos filmes era realmente verdade. A mitologia grega não havia acabado na Grécia, e sim migrado de uma civilização para outra, ao longo desses anos. Os semideuses, deuses, monstros, pégasos, ninfas, heróis, vilões, dríades, naíades, guerreiros, exércitos, lutas e combates eram vistos a todo tempo naquele mundo do acampamento. Era vistos ou falados. As guerras vencidas e outras perdidas. A ira e os presentes dos deuses. Uns para o bem, outros para o mal. Semideuses e semideusas divididos em chalés, representando seu pai/mãe divino. Seus parentes humanos iriam se admirar, ou morrer de medo vendo tudo o que ele via agora. Todos eram a sua segunda família ali no acampamento. Era o paraíso para ele, ou quase isso. Era tratado bem por todos, a não ser pelo metidos filhos de Ares ou pelos filhos de Hades, o tal vilão da história.


A cada dia ele via algo novo. Algo que sempre mostrava que tudo o que os humanos ensinavam nas escolas era errado e falso. Lá, Travis aprendeu algumas dicas de como roubar as pessoas com os filhos de Hermes; como tentar seduzir as pessoas, jogando perfumes mágicos e pós, com as filhas de Afrodite; e como usar bem um arco e flecha com os fortes filhos de Apolo. Viu Jonh ser reclamado por seu pai divino, Héracles, o deus da força, e Valerie ser reclamada como filha de Dionísio. Só faltava ele do trio, mas sabia que isso aconteceria logo. Eles estavam totalmente diferentes, já conheciam quase todo mundo, já treinavam na arena, coisa que ele não podia fazer ainda. Então, numa noite, todos estavam na fogueira, quando trovões retumbaram no céu, e caíram logo em cima de Travis. Todos se espantaram, e tinham certeza que ele havia sido reclamado. No seu antebraço, um raio havia sido feito. O rei dos deuses havia se manifestado. Havia reclamado seu filho. Espantados, todos o aplaudiram. Travis era filho de Zeus.





3 - Narre uma batalha usando os poderes de filhos de Zeus até o nível 5



Aparentemente, tudo estava normal no Acampamento Meio Sangue. Os campistas faziam suas coisas diárias. Alguns treinavam e lutavam, enquanto outros trabalhavam,conversavam ou brincavam em tempos livres. O chalé de Zeus estava um tanto silencioso. Não havia ninguém lá dentro, mesmo isso não sendo muito comum. De repente, um estrondoso barulho aconteceu. Um dos filhos de Zeus adentrava no local, abrindo a porta do chalé violentamente. Ele estava furioso. Seus olhos lacrimejavam de tanto ódio que ele estava sentindo. Quem fizera ele ficar assim? Ele chutou um dos beliches, quase o quebrando. Sua fúria era imensa. Ele queria descontar sua raiva em algo,para não descontar em alguma pessoa.


Por fim, sentou-se. Seu rosto estava vermelho, e ele soava um pouco. Pegou um colar que estava em cima de sua cama, e o jogou no chão, o quebrando. Rapidamente, seus irmãos chegavam,alguns não prestando atenção nele, outros o estranhando. Então,uma garota entrou no local. Ela era loira, tinha os olhos verdes e era linda. Extremamente linda, podendo ser comparada a uma filha de Aphrodite. A garota observou seu irmão, Travis, sentado na sua cama, e então, aproximou-se dele, tentando conversar.

- Travis, é sério, me desculpe. - Ela suspirou. - Não queria fazer isso, mas você não me deu escolha. Tive que te entregar, pois não era certo o que você estava fazendo. - O filho de Ares levantou-se, e começou a gritar com sua irmã. - Eu ia me entregar. Talvez eles teriam entendido porque roubei o anel da Jenny. Mas não,você,a metida, falou de mim para eles. - Ele começava a sentir ira novamente. - Você é uma falsa! Não sabe nada de mim. - Ele levantou seu dedo, o aproximando do rosto dela. - Fica se metendo na vida das pessoas, mas não sabe nem cuidar da sua.

Ele queria esmurrar algo ou alguém. Sua irmã havia ido longe demais contando a Quíron e ao Sr. D. que Fernand havia roubado o anel de Jenny, a ex-namorada dele. Na verdade, o anel havia sido enfeitiçado por um filho de Hécate, e ela poderia morrer. Ao redor dos dois, os seus irmãos formavam um círculo, só assistindo a discussão. Ninguém ia fazer nada, afinal não sabia quem estava errado e quem estava certo. Abby começava a chorar ao ouvir as palavras de Travis. Sabia que estava errada, e queria se desculpar. Mas agora era tarde demais.

- Não adianta fingir que está chorando, pois eu não acredito mais em você! - Ele gritou. - Não merece ser uma filha de Zeus, sua mentirosa. - Mais lágrimas rolavam do rosto de Abby. Ela estava muito triste consigo mesma e com seu irmão. Eles eram muito amigos. Ela não poderia ter feito isso com ele. Mas, em contraponto, ele também não poderia estar a humilhando na frente de todos. Travis pode ouvir alguns de seus irmãos indo chamar o monitor do chalé, mas ele nem se importava. Sua ira era tão grande que ele sentia vontade de bater em alguém.

- Me desculpe. - Ela pediu. - Por favor.

- Não! Eu devia te dar uma lição! - Ele berrou. E quando ele ia encostar nela, seus irmãos o seguraram, o ofendendo, e tirando ele do chalé. O monitor havia chegado, e foi consolar Abby, para tentar entender o que havia acontecido. Travis então, para não ficar ouvindo ele o xingar, resolveu ir para a Floresta, tentar esquecer aquele assunto. Seria melhor assim para todos. Talvez ele esfriasse sua cabeça lá,e voltasse a conversar com Abby civilizadamente.

Ele seguiu rapidamente para a Floresta. Viu alguns amigos, mas não parou para falar com ninguém. Sentou-se em uma pedra,e começou a pensar.. Talvez nunca seria perdoado por Abby... Ele não deveria ter feito isso com ela.. Nada justificava aqueles atos. Mas, por outro lado, ficaria sem falar e sem ter alguma chance de novo com Jenny. Ela nunca mais acreditaria nele, e nem falaria com o mesmo. Perdera duas pessoas que ele amava, por um erro. Queria pedir perdão as duas. Mas talvez seria tarde demais. Foi então que a viu. Uma criatura horrenda, metade mulher e metade cobra. Uma dracaenae.


A monstra logo o atacou, sem sucesso, graças ao seu extinto de movimento. Os olhos de Travis mudaram de cor, virando um azul mais forte, vendo que uma batalha iria acontecer. Ele logo pegou sua espada que sempre trazia com ele, presente de Valerie, sua amiga. O filho de Zeus levantou-se, e atacou ela, sem sucesso, pois ela também era ágil demais. Ele correu para cima de um tronco caído de uma árvore, e esperou-a vir até ele para poder atacar. Então, seguindo seu plano, a dracaenae correu até Travis, e o semideus foi planando no ar até ela rapidamente, cravando sua espada em seu braço. Ouviu-se um grito de dor, e ela caiu no chão. O semideus desceu novamente ao chão, pensando que conseguiu derrotar a criatura facilmente, mas estava muito enganado. O que fez foi só piorar mais as coisas. Enchê-la de fúria e ira.



Ela correu até sua direção, e Travis concentrou-se, criando uma pequena esfera de eletricidade em sua mão, e atirou-a na direção da dracaenae, causando um pequeno impacto para atordoá-la. Concentrando-se novamente, fez com que seu corpo emita um brilho, que rapidamente cegou a criatura, dando mais tempo a ele. Então, pegou sua espada mais uma vez, e correu na direção da criatura, fazendo um corte em seu pescoço. O cheque-mate para ela, caindo no chão e morrendo. Travis conseguira. Derrotara sua primeira inimiga. Ele estava muito cansado, e decidiu rumar para seu chalé, onde pediria desculpas a sua irmã e a Jenny.


Spoiler:
 





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Kotone H. Oteiko
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MensagemAssunto: Filhos de Zeus - Fev - Já avaliados   Dom 27 Jan 2013, 20:33


☁ Kotone Hikari Oteiko ☁ Teste para Filhos de Zeus ☁

1.☁

Um sorriso triste dominava o pequeno apartamento. A única pessoa presente era uma garotinha de seis anos que chorava eternamente. Seus olhos já estavam vermelhos. Ela deixou-se dormir, com medo de alguém lhe assombrar nos sonhos e na vida real. Sabia o quanto a vida poderia ser traiçoeira. E quando mais precisava dela, ela se virava contra você. Uma única lágrima deslizou sobre sua bochecha pálida, os olhos ainda fechados, sonhando em qualquer coisa que lhe fizesse chorar e sofrer internamente. Esses eram seus sonhos. E nada poderia mudar.

Ela era uma criança normal. Tirando o fato de ter perdido os pais, os parentes e tudo que tinha. Seus cabelos eram de fato um pouco azulados, mas sempre que estava triste eles naturalmente viravam negros. Os olhos castanhos...nem sempre eram tão castanhos assim. Na maioria das vezes, ele ia mudando de cor de acordo com seus sentimentos. Mas era sempre azul. Azul-claro, azul-escuro, azul, azul-água. Para seus seis anos de idade, ela era alta. Poderia se dizer assustadoramente adulta. Suas decisões não chegavam perto de decisões de criança. 

Ela poderia ter tudo que uma criança normal iria querer. Liberdade, um apartamento confortável, dinheiro para comprar salgadinhos, pipoca, doces e brinquedos a vontade. O único problema era que algo lhe assombrava. Sempre. A solidão. A mãe acabou de morrer enquanto voltava ao trabalho. O pai havia desaparecido desde que era um bebê. Estava sozinha agora. Tinha tudo. Menos uma companhia.

E sozinha naquela sala era onde sua vida se tornaria diferente. Sozinha naquela sala era onde tudo começaria. Pois, com seis anos, era a pessoa mais extraordinária do bairro. Mas ninguém queria ficar com a garota estranha, que não se divertia tanto. Com a ”Garota Super Séria”. Ela tinha prazer de ser chamada assim. Adorava mangás, sabendo que uma personagem admirada tinha esse apelido. 

O japonês misturado com sua língua padrão já era perceptível. O único lugar que não usava as duas línguas era quando escrevia seus livros de ação e aventura, o único Hobbie que os moradores dali consideraram descente para uma criança de seis anos. 

Mas, mesmo com todas essas diferenças, ninguém notava o quão especial ela era. Pois a garotinha era notada por todos, mas não positivamente. “Deixe seu cabelo de uma cor só! Como seus olhos mudam de cor? Vai fazer uma coisa boa por sua mãe. Deveria morar em uma casa descente! Somos dos Estados Unidos, é melhor falar nossa língua, não a língua do Japão!”.

Essa garota, a garota mais especial do bairro. E seu nome era Kotone, ou Lyra, como a mãe costumava dizer. Seu nome era Kotone Hikari Oteiko.



Ela já era uma adolescente madura. As lembranças foram deixadas para trás. Não tinha mais seis anos de idade. Agora, ela tinha treze. Continuava do mesmo jeito, se tirasse que depois de tamanha tristeza que aconteceu em sua vida seus cabelos se tornaram permanentemente negros. Agora tinha uma roupa padrão, para não precisar de escolher. Achava isso melhor. Uma meia calça azulada, um tênis negro, uma blusa de manga comprida branca, um colete negro que alcançava seus joelhos. 

Morava na mesma casa, depois de convencer vários moradores que sua mãe ainda estava viva e chegava em casa de madrugada para conseguir morar ali permanentemente. Chorava pouco. Já havia sofrido de tudo. Roubos, machucados sérios, mortes de próximos. Não precisava chorar. Ninguém nunca encontrava com ela a não ser nas aulas e de noite, quando vagava sozinha pelas ruas. Todos ouviam remexidos altos vindo de sua casa, mas ninguém desconfiava. Seus pesadelos horrorosos não eram notados e ela poderia gritar que ninguém perceberia. Era ignorada por tudo e por todos, menos talvez pelos pássaros que voavam nos céus. Já acordara com Águias, corujas, pombas, periquitos e até mesmo araras em sua varanda. 

A vida de Kotone ainda era normal. Já haviam acontecido coisas muito estranhas consigo, mas ainda era uma vida normal. Sempre que ia a algum lugar, coisas estranhas aconteciam. Lembrava-se claramente de várias excursões para o Zoológico que Águias pareciam sair do viveiro somente para voar ao seu redor. Isso lhe dava várias detenções pois pensavam que ela havia as tirado de lá.

Também tinha quando era uma criança pequena. Ela estava viajando com a mãe por ilhas, mas ela quase a convenceu de ir de avião entre elas. Quando pisou no barco, ele balançou tanto a ponto de ficar totalmente enjoada com um centímetro navegado. Já tinha vomitado o almoço inteiro depois de andar um km.

E quando tinha 9 anos, na 4ª série, que quando saiu para o recreio teve certeza que tinha visto cobras que falavam enroladas em um caduceu perdido. Isso lhe rendeu uma risada dos colegas e humilhação total depois de perceber que o caduceu não estava mais lá.

E tinha no 6º ano quando ela havia entrado para o clube de espadachim da escola e quase foi nocauteada por uma mulher que parecia exatamente como uma cobra. Tinha uma lança, um escudo e uma adaga. O mais estranho é que ninguém notou ela além de si mesma.

Um problema seu era também o Transtorno de Déficit de Atenção, como a Hiperatividade e a Dislexia. Ela não era uma garota normal. Embora sua vida fosse de um modo normal, ela nunca iria ser normal. Nunca mesmo.

Mas não é necessário dizer todas as coisas que ocorreram de estranho com ela, pois sua vida era normal. Por enquanto. Pois nunca quando se é filho de um deus sua vida é normal por mais de um mês. E isso é uma das únicas coisas da vida que é impossível mudar.



Kotone, ou Lyra, como preferia, havia acabado de acordar. Deu um bocejo demorado e se espreguiçou, logo encolhendo-se por entre os cobertores da cama desgastada de casal. Fechou os olhos novamente, desejando dormir mais. Infelizmente, ela já havia acordado. Não conseguiria dormir sem ter sonhos ruins.

Olhou pela janela com sono. Ainda eram quatro da manhã. Um dia chuvoso preparado já se formava na noite escura. Sua escola começava as sete, mas sabia que para conseguir dormir calmamente só conseguiria fazer isso por 4 horas. 

Acendeu o abajur na mesinha de cabeceira e tirou o cobertor fino que cobria o corpo, deixando-o de lado. Levantou-se da cama ainda com um sono infernal e se dirigiu ao banheiro ao lado de seu quarto. 

Tomou uma ducha demorada, depois logo molhando o rosto diversas vezes. Mas o sono não pode ser segurado só por água fria. Lyra, ainda piscando, trocou seu pijama pela roupa normal. Penteou os cabelos lisos e esfregou os olhos com suas mãos. Ela abriu a porta de vidro que dava na varanda e se posicionou ali para procurar qualquer rastro de chuva ou de nascer do sol.

Quantas horas ficou ali, ela não soube. Mas quando voltou, já era 6:00 da manhã e estava totalmente encharcada. Ouviu a buzina do ônibus escolar e desceu as escadas com rapidez. Quando entrou, foi logo andando até o final do ônibus, que era seu lugar marcado.

Assentou-se e colocou a mochila ao seu lado, tirando o MP3 e os fones de ouvido. Encarou a janela enquanto via a rapidez do ônibus escolar, que deveria ter atrapassado a velocidade máxima permitida a muito tempo. Iria avisar, mas sempre avisava. Bufou.

-Ai mo yume mo kimi to nara ba, majikaru ni kawaru, sa egao no mahou o kakeyo u...-cantarolou baixo, brincando com mechas dos cabelos negros.-Mondai darake no pawafuru na sekai ni...

Fechou os olhos e sentiu a brisa que vinha da janela. Sorriu de leve e deitou a cabeça completamente no banco. Algumas gotas de chuva a acertaram, mas Lyra não ligou. Deixou a música nos ouvidos até a parte que mais gostava, para cantar junto. 

-Warao u nako u sunao de ii...shinpuru na kimochi...ichiban daiji...-continuou, ainda sorrindo. Como adorava essa música...

Prendeu os cabelos negros em um coque mal-arrumado e continuou a ouvir a música enquanto observava a vida normal das outras pessoas. Conseguiu avistar de longe o Empire States. Deu um olhar maroto para o vidro ao se lembrar de um filme que havia visto. Começou a desenhar várias coisas perto do prédio.

Riu. Mais algumas casas e a direção seria para a escola que estudava. Ou melhor, o internato que estudava. A música acabou. Tirou os fones de ouvido. Por uma grande chatice, alguém havia colocado músicas ruins no MP3 Player. Guardou-o na mochila e encarou o chão, esperando que chegasse logo no internato. Era seu primeiro dia de aula, depois de ser expulsa de outras escolas próximas. Academy New York. Muitas pessoas acharam que melhoraria muito se conseguisse se inscrever no melhor internato de New York. Revirou os olhos.

E o ônibus escolar parou. Desceu pelas portas traseiras e andou calmamente para a entrada, com o olhar fixo na porta. Queria pelo menos daquela vez fazer amigos. Sem pensar duas vezes, ela entrou. O único problema é que não sabia o que a esperava naquele ano. Embora fosse a única que conseguisse ver-lo, todos corriam perigo.



Deu um sorriso de meia boca para o armário que pegou. Ao lado da saída, onde era mais movimentado. Suspirou. Abriu e jogou suas coisas dentro, sem antes mudar a senha. As tantas vezes que já havia feito isso...estava cansada. Os corredores cheios de gente a faziam tropeçar em qualquer mísera coisa. 

Era a hora de procurar o dormitório. Descobriu que eram duas pessoas para cada dormitório. Encaminhou-se para o prédio feminino, procurando eternamente pelo dormitório 205. Depois de alguns minutos procurando pelo segundo andar, o achou. Era bem no fundo, conseguiu perceber. Tinha um pequeno quadro com canetas azuis e rosas. Encarou a rosa mortalmente antes de escrever seu nome com a azul e entrou no quarto.

-Uau.-murmurou, olhando para os lados.

Eram duas camas, uma escrivaninha perto da janela gigante, dois guarda-roupas e uma porta que dava o acesso ao um banheiro. Estava cheiroso e arrumado. Uma das camas já estava ocupada, com uma mochila verde. Jogou o resto dos materiais com as roupas na cama e se pôs a observar o quarto. Tanto que nem percebeu a chegada de outra garota.

- Oi! Quem é você? Sou a Lourelei. Lourelei Stark. Em qual classe está? Já se inscreveu para algum clube? Eu já! Onde mora? O que você está ouvindo?-perguntava, enchendo a cabeça da morena com perguntas.

Kotone pigarreou, fazendo a garota nova parar repentinamente de falar.

-Yo. Sou a Kotone Hikari Oteiko. Pode me chamar de Lyra ou Hikari.-começou, dando algumas pausas. -Acho que estou na classe B. E...ainda não. Acabei de entrar no internato, nem sabia que tinham clubes.-continuou, resmungando. -Eu moro aqui, em NY.-disse, tentando lembrar a última pergunta da loira. -Não estou ouvindo nada. É só para conseguir atravessar os corredores sem meu ouvido doer com o barulho.-reclamou, em um tom final.

A garota da mochila verde tinha cabelos loiros que desciam até os joelhos. Sem exageros. Estavam presos em um rabo de cavalo perfeito no alto da cabeça. Os olhos eram de um belo cinzento que lhe davam um olhar esperto. Tinha uma boa estatura. Já estava com o uniforme do internato.

Hikari arregalou os olhos. Eles tinham uniforme? Teria que comprar-lo. Ou poderia ganhar um...isso seria bom. Depois de perguntar porque o arregalar de olhos de Hikari, Lourelei continuou a conversar com a morena. Depois de cerca de trinta minutos, as duas eram amigas distantes.

A Oteiko se recusava a se aproximar tanto assim de alguém. Seu rosto ficava vermelho em um aperto de mãos. 

Mas o ano foi perfeito para a morena e para sua amiga distante. Nada de estranho havia acontecido com si, não deixando pelo menos naquele internato a si uma impressão de estranha. Um único problema: nenhum, repito, nenhum semideus pode ter um ano sem ataques de monstros. E isso aconteceu para Lyra. 

No último dia de aula, Lourelei resolveu assentar ao lado da outra. Comeram juntas no refeitório, embora sem falar nada. No final do almoço, a loira chamou Kotone para ter uma conversa em particular. Kotone estava nervosa. O que falar em uma conversa em particular? Nunca havia participado de uma. Não sabia nada sobre amigos.

Depois da segunda aula, as duas se encontraram do lado de fora do corredor. Lourelei afastou-a dos outros e as duas entraram em uma sala vazia. A loira sorriu ternamente para sua amiga.

 -Como posso começar? Como eu odeio revelações demoradas, vamos com isso rápido. Deuses gregos existem, você é filha de um deus, tem monstros te perseguindo e você tem um cheiro muito forte.-disse de uma vez, fazendo Hikari ficar realmente confusa.

Seu rosto não conseguiria ser lido, era uma imensidão de sentimentos que nem a própria Hikari conseguia saber o que estava sentindo. Confusão, surpresa, animação...tudo isso e mais juntos em uma única expressão. Sua mão tremeu.

-Ahn...como?-murmurou, ainda totalmente confusa.

A loira deu um sorriso alegre, mas logo se virou com a cara fechada. Ela dizia totalmente “Não vou repetir”. Hikari esfregou os olhos. Deveria ser um sonho, é claro. Estava ainda dormindo na sua cama...ou poderia ter cochilado na aula de Geografia. Como aquela aula a cansava! Encarou Lourelei.

-OK. Vou aceitar o que disse. Mas hoje é o último dia de aula. Vai comigo para casa? Minha mãe tinha comprado uma casa de campo próxima de Long Island. Podemos passar o verão lá!-afirmou, sem ligar para a primeira revelação da amiga.

Lourelei não tocou no assunto depois disso. Elas conseguiram pegar um táxi para a casa de Otaiko, para que pudesse pegar a chave da casa e alguns suprimentos para a viagem. Mas quando chegaram por meio de um táxi na casa, ao abrir a porta e se esparramar no sofá, Lourelei deu um sorriso e se assentou na frente da outra.

-Olha, desculpa, mas eu vou ter que falar de novo. E dessa vez, tenho certeza que você vai acreditar. Sou uma filha de Athena, deusa da sabedoria. -tocou novamente na conversa, deixando Hikari um pouco irritada. -Posso te provar. Se eu não fosse uma semideusa, poderia ter isso?-ela apertou um dos botões para mudar o horário e uma espada apareceu em suas mãos.

Kotone afastou-se um passo.

-KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!-gritou, encarando a espada com certo medo. -Kyah...Gomen, gomen, gomen, gomen...gomen, Lourelei-san.-murmurou, tremendo.

Ela deu um sorriso alegre e se voltou para a janela. De longe, conseguia ver ainda o táxi tentando sair dali. A loira correu para perto dele, pedindo alguma coisa que Lyra não havia entendido. Antes mesmo de perceber, a outra já estava no apartamento de sua casa, deitada na cama, cheia de cobertores e com uma pilha de livros ao seu lado. Já estava anoitecendo. Chovia novamente.

Fechou os olhos. Não se deixou dormir, para não ter pesadelos. Relaxou o corpo e ajeitou sua posição para conseguir olhar diretamente pela janela. Tinha cerca de mais de três meses de férias. O que faria? E ainda mais com aquela revelação da amiga distante. Ela seria mesmo uma meio-sangue? Esfregou os olhos e levantou-se da cama. Se era uma meio-sangue e seu cheiro era forte, que quer que seja isso, deveria se proteger.

A noite se passou com ela pesquisando sobre como forjar espadas ou adagas, onde comprar, como fazer um escudo. Abriu uma nova aba para ver seu e-mail, que estava vazio. Quase vazio. Um único e-mail estava ali, de Lourelei. Ela abriu-o em questões de segundos. Demorou muito tempo para ler as palavras misturadas, mas ela conseguiu.

Oi!

Como você é uma semideusa, tenho que te avisar muitas coisas. Primeiro, eu sou filha de Athena. Isso você já deve saber...mas olhe, eu fico muito tempo em um lugar seguro. Me mandaram em missão para te buscar. Você tem um cheiro muito forte. Por isso, vou mandar a localização do lugar seguro que eu meio que moro.

Colina Meio-Sangue
Long Island, New York

Não sei mais detalhes. Vai ter que achar sozinha. Te espero aqui até no máximo um mês, certo? 

Tchaaaau!”


Kotone clicou para imprimir o e-mail e logo a localização já estava nas mãos. Pesquisou como montar adagas, espadas, onde comprar escudos e armaduras fortes. Deu um sorriso maroto e fechou as abas com duas localizações nas mãos. Trocou a roupa como um jato e saiu da casa, com várias luzes ainda acesas. Iria proteger sua casa. E até amanhã, já estaria de partida.


Kotone acordou ainda temendo que tudo que passou fosse somente um sonho. Mas logo ao encontrar algumas adagas e uma espada, desistiu. Guardou as armas escondidas na casa, se algum monstro a atacasse quando estivesse voltando para casa. Ela deveria voltar para casa, não é? Trocou de roupa e sorriu, pela primeira vez, com o sono mal-dormido. Já pronta, abriu a porta com uma adaga no bolso do colete. 

Estava pronta para chegar ao tal acampamento meio-sangue, onde seria sua nova casa. Pegou a bicicleta do vizinho emprestada e logo a usou para pedalar até o mais perto que conseguia de sua casa de campo. Pois lá era perto do acampamento. Mas, se é um semideus poderoso, não se deve confiar na sorte. Pois nunca se tem sorte.

Lyra ouviu passos altos atrás de si. Isso foi um conselho para correr mais rápido, depois de deixar a bicicleta na casa de campo. Corria o mais rápido que conseguia. Porém, se tem um ser gigante te perseguindo, claramente que seus passos são mais longos. Ela já ouvia ao lado de seu ouvido os passos, ainda correndo. 

Talvez felizmente ela conseguiu avistar o acampamento de longe. Ou pelo menos uma plantação de morangos. Passos mais perto. Até que enfim, os passos a cercaram. Como ela desejaria ter um Death Note naquela hora. Sentiu-se tremer e fechou os olhos, com a adaga em punho. Deixou-a em cima da cabeça. Queria que pelo menos os monstros fugissem ou morressem com o contato com o bronze. Sem perceber o pequeno ponto brilhante em suas mãos, os dois cães infernais pularam em sua direção.

Se não funcionasse, estava morta. E, quando pensava ter dois cães gigantes em seu colo, tinha um monte de pó ao seu lado. Não ousou parar para limpar. Correu mais rápido em direção a colina meio-sangue. Ouvia mais monstros a perseguirem, mas quem se importava. Arfando, ela atravessou até achar o local. 

Não estava machucada nem com sono. Talvez o cansaço de pedalar e correr demais. Mas ela desmaiou ali, no chão, ainda arfando.

2.☁

”Quem diria que esse negócio de mitologia era realmente real?” pensava, dando uma risada.

Kotone já havia se acostumado com o acampamento. Era como uma casa nova, que as pessoas se importavam com si. Estava no chalé de Hermes, deus dos viajantes e dos ladrões. Algumas vezes suas coisas desapareciam misteriosamente. Sabia que haviam sido roubadas. Como não tinha cama, dormia em um saco de dormir em um canto mais afastado. Ele era duro e frio em contato com o chão, mas o calor de várias pessoas dali a deixavam quente. 

Os filhos de Hermes haviam roubado para ela vestes extras do acampamento(sendo recusadas por Kotone), produtos de higiene pessoal e haviam pedido para algum filho de Hefesto para lhe forjar uma adaga de bronze. Ela desconfiava que eles haviam roubado. Mas seria sua primeira arma, então aceitou. Suas atividades já estavam sendo uma rotina. Já tinha um papel anotado com as coisas que deveria fazer em um dia. Ela gostava do acampamento e já se sentia em casa com eles.

Era espremida na mesa, dava metade de sua comida para os deuses, dormia desconfortavelmente, era roubada quase todo dia, mas adorava. Os conselheiros quebravam a cabeça para descobrir de quem era filha. Não era boa em canoagem, voava com perfeição, não era uma boa escaladora. Já supuram que era filha de Hermes, pois pegava muitas coisas “emprestadas”. Já poderia ser filha de Éolo por voar bem. Filha de Apolo por ter uma voz bonita. Mas todos desqualificavam quaisquer idéia que era filha de um dos três grandes.

E foi em uma noite de fogueira, que quando todos estavam conversando. Ela estava ao lado de Lourelei, falando sobre a arquitetura do acampamento e fazendo pequenos desafios para ver quem conseguia ler grego mais rápido. Era difícil se acostumar com uma língua que ninguém reconhecia e que ela não falava fluentemente. Mas seu cérebro era preparado para o grego antigo, o que facilitava muita coisa.

Lourelei acabava de ditar uma palavra gigante para as duas falarem juntas. Ouviu várias risadas e pessoas falando que a cria de Athena era a melhor pessoa para soletrar ou falar rápido. Quando Lourelei deu um salto para trás ao perceber um holograma azul em sua cabeça. Um holograma azul com um raio que pairava em cima da cabeça de Lyra. Teria alguma doença do holograma azul de raios? Sem saber o porque, observou que todos pararam o que estavam fazendo. O holograma azul na cabeça da semideusa significava que estava sendo reclamada por uma opção inexistente nas listas dos conselheiros de chalé. 

-Di imortalles! Como você pode ser filha dele? Hikari...ah meus deuses!-murmurava Lourelei, confusa.-Ahn...salve Kotone Oteiko, filha de Zeus, rei dos deuses, senhor dos raios.-começou a falar, formalmente, logo depois acompanhada por todos.

3.☁

Kotone estava parada na porta da arena com o rosto pálido. Nunca havia lutado, seria sua primeira vez. Sua mão tremia ao tocar na entrada, ainda paralizada. Enfim ela suspirou. Entrou com medo de o que iria enfrentar. Preferia um monstro, assim não deixava ninguém ferido demais e ninguém do acampamento seria suspenso por ferir-la demais. 

-Yo!-cumprimentou, forçando um sorriso. -Onde eu posso lutar com monstros?-perguntou, a voz trémula.-Algum monstro...pode se dizer um pouco fácil de lutar?-completou, encarando a monitora.

 Esta deu um sorriso alegre para a cria de Zeus. Apontou para um canto onde estavam armazenadas várias caixas que balançavam com força. Lyra murmurou alguma coisa sobre dar adeus ao seu ursinho de pelúcia e se encaminhou, ainda trémula, para as caixas. Um campista cuidava delas, segurando com força para que nenhum monstro escapasse. Ao ver o aceno com a cabeça da monitora daqueles treinamentos, ele abriu uma caixa de onde saiu uma formiga gigante. Myrmeko. 

Isso seria o monstro mais apropriado para um campista iniciante, pode se dizer. Era uma formiga. E todos estavam acostumados a odiar formigas. Infelizmente, não pode se dizer o mesmo de Hikari, que nutria um ódio silencioso e medo dos monstros que deixavam todas seus pertences bichados, por assim dizer.

-Nanni?-susurrou baixo, ainda tentando superar o medo que tinha uma formiga gigante a sua frente. Odiava formigas. Elas acabavam com seu cereal.-NYAN!-gritou, ainda paralizada.

O Myrmeko avançou contra a garota, que somente murmurou mais “Nanni’s” e “Nyan’s”. Seus olhos se tornaram azul escuro, com medo. O monstro, mesmo um pouco surpreso com a mudança das cores de seus olhos, enterrou as garras em sua perna. Ela latejou, dando a outra um pequeno espírito de luta. Não conhecia direito seus poderes, mas somente se acalmou. Concentrou-se no que pensava ser Zeus. E finalmente conseguiu realizar um poder.

O corpo estava brilhando com força. Se Lyra estivesse vendo isso por fora, estaria pensando que estava evoluindo para uma Kotonita. Viu os outros campistas esconderem o olhar. O único pego em surpresa foi o Myrmeko, que ficou temporariamente cego. Ele se via batendo em qualquer lugar, sem andar direito, confuso.

-Sugoi!-exclamou por fim, dando um sorriso.

O Myrmeko, ainda temporariamente cego, se movia confuso, batendo em paredes e coisas do tipo. Ela fez, de algum jeito, com que uma rajada de vento passasse diretamente pelo Myrmeko, o levantando no ar por alguns segundos e deixando-o cair novamente. A cria de Zeus confiou em sua energia e formou uma esfera de eletricidade nas mãos. Lançou-a em direção ao monstro.

Ele foi atingido, sem impacto. Já estava começando a melhorar sua vista. Kotone aproveitou que estava um pouco inconsciente, por assim dizer, aproximando-se do mesmo com a adaga de bronze em punho.  E enfiou a adaga no rosto, percebendo que se enfiasse nas costas, a carcaça impediria que atingisse completamente. 

Logo era só pó dourado espalhado pelo lugar que estava na arena. Deu um sorriso orgulhoso e se virou para falar com o pó. Lhe rendeu vários risos, mas ela poderia falar o que quisesse com o que restava da formiga gigante.

-Nyan!-começou, com um sorriso vitorioso estampado no rosto. -Eu te derrotei! HÁ-HÁ! Morra no tártaro, formiga que come meus cereais!-terminou, encarando por fim mortalmente o pó.

 Empinou o nariz e logo saiu pela porta da arena, sendo xingada por alguns por causa da luz que poderia ter-los cegados temporariamente. Ela somente encaminhou-se para o chalé de Zeus com um sorriso no rosto, algo que não fazia a tempos;

Poderes e Armas Utilizadas:
 

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